quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Gatos

Gosto de gatos. Gosto deles porque são normalmente egoístas. Digo normalmente porque já conheci excepções. A Aninhas (gata Birmanês Chocolate) que viveu 19 anos e 11 meses, tinha o hábito de querer ser mãe de todos nós cá em casa. :)
Quando os chamo de egoístas não me refiro a um egoísmo fútil. Os gatos procuram os seus parceiros humanos (sim, porque quem tem gatos em casa sabe que a relação destes com os humanos é tudo menos de submissão) porque querem, porque lhes dá prazer estar perto de nós, fundamentalmente porque gostam. É por isso para mim muito gratificante tê-los por perto. Sei que a minha companhia ou mimos são apreciados, não existe qualquer dúvida disso. Quando um gato procura o carinho de um humano é porque gosta do carinho desse humano. Sinto que eles nos olham como iguais. Sabem que somos diferentes, mas ao mesmo tempo iguais. Tentam conquistar direitos, regalias e privilégios e fugir dos deveres. Vivem comigo oito gatos. Por ordem alfabética: O Bolas, a Ísis, a Mingáu, a Misa (Artemisa), a Nheca (Boneca), o Pico, o Riscas e a Tátes (Tate-bitates). Não pensem que não gosto de cães. Simplesmente os acho diferentes, e simplesmente me relaciono tão bem com estes. Com estes oito gatos vive também uma cadela (a Tufa), e outros animais (uma tartaruga, três canários e uma porquinha da Índia). Todos se relacionam bem, tirando uma ou outra rivalidade pontual (até entre humanos as há, e somos todos da mesma espécie eheh).
Quanto aos gatos, penso que eles são mais adaptáveis do que domesticáveis. A componente selvagem é nestes animais muito forte, mas ao mesmo tempo são altamente adaptáveis, e dotados de uma inteligência muito prática. Aprendem sozinhos a abrir portas e janelas (inclusive janelas de correr desde que não estejam trancadas). Tentam (muitas vezes com sucesso) comunicar-nos as suas necessidades. Recordo-me da Ísis que adora aquecedores e lareira, ir para perto de um aquecedor a óleo que tenho no quarto, e olhar para o aquecedor e depois para mim e "Miau!" como quem diz "Já ligavas isto não?". Parece um raciocínio simples, mas ela sabe que o aquecedor precisa de uma acção minha para ficar quente. O Pico adora receber os membros humanos da família. Então é normal ele esperar à porta pelo primeiro que chegue, acompanha-o até dentro de casa, e assim que pode sai pelas traseiras, dá a volta à casa e espera pelo próximo membro da família.
É minha convicção de que quem não gosta de gatos, ou não os conhece realmente, ou então não é boa pessoa. Que me perdoem os que me lerem e não gostarem de gatos, mas podem sempre achar-se incluídos no primeiro grupo :)
Quanto às histórias de gatos que atacam sem motivo, a crença de que são falsos, etc, considero que são infundamentados. Tenho gatos em casa desde que sou gente, nunca observei tais atitudes nestes felinos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Quando te conheci existiam apenas 2 gatinhos nessa casa, realmente já lá vão alguns anos. A Aninhas, como eu gostava dessa gata. Foi o animal mais meigo que conheci até hoje sempre tão bem disposta, pelo menos das vezes que tive com ela.
O Bolas esse gato com ar de “quem manda aqui sou, eu” é mesmo lindo!!!
Hoje em dia a família animal de 4 patas cresceu consideravelmente… eu fui seguindo de longe o que se passa e como eles cresceram.
Fico feliz por estares rodeado de animais e por eles te fazerem sentir sempre vivo, e feliz. beijo

Patrícia disse...

Bolas, mais uma coincidência?? Acho melhor não ler mais nenhum post, não vá descobrir que há uma outra eu por aí... ;)

A minha Luna também pede para ligar o aquecedor, pede para ser coberta com a mantinha dela, para além do normal, que é pedir comida, colo, mimos, ou para sair ou entrar de casa. As outras gatices (Dotty, Molly, Pom-pom e Daisy) também sabem pedir o que querem. O problema é que a Luna odeia gatos, só gosta de pessoas (foi "filha única" durante 5 anos), a Molly tem acessos de ciúme e desanca a Luna e a Dotty, embora tenha metade do tamanho delas, e o Pom-pom é o nosso mentally and physically challenged cat. A Daisy é um doce, podemos agarrá-la e enchê-la de mimos que ela nunca se aborrece, não morde, não arranha, nem ameaça. :) São parte da família, sem dúvida. Deram-me algumas dores de cabeça, porque os meus pais não queriam animais em casa, muito menos 5, mas eles lá foram chegando, pata ante pata, e conquistando os corações de todos. :)