As pessoas por norma detestam mudança. Vejo isso nos outros e vejo em mim.
Há uma resistência enorme, mesmo quando essa mudança resolveria problemas. É muitas vezes mais fácil queixar-se do que está mal, mas sem querer realmente mudar. Fazer ondas é mau. Seremos como os mosquitos? que adoram água estagnada? bem os seres humanos sugam-se uns aos outros... mas isso é outra história... :)
Quantas vezes não nos queixamos de algo, apenas para receber compreensão, desabafar. O desabafo funciona como válvula de escape, permitindo que as situações perdurem. Provavelmente estou a projectar no resto da Humanidade, coisas que sou, mas não me parece... Acho que todos temos um pouco de mosquito, e todos gostamos do nosso cantinho confortável mesmo que ele não seja assim tão confortável.
Mudar qualquer coisa acarreta (sempre) riscos. Que sei eu dos efeitos que uma determinada alteração na minha vida provocará a curto, médio ou longo prazo? Posso fazer previsões, tentar adivinhar, calcular, mas a vida já me mostrou tantas vezes o quanto sou falível nessa actividade de auto-oráculo.
É mais fácil ficar quieto e ir deixando sair a pressão em pequenas "bufadelas", em pequenos protestos ou queixumes... (que afinal acaba por ser uma das funções deste blog)
Por norma as pessoas só mudam quando a poçazinha de agua estagnada corre o risco de desaparecer ou no caso mais comum quando ela já desapareceu e são forçadas a procurar outra poçazinha com poucas ondas...
Muitas vezes olha-se para o rio que corre, chamado vida, com vontade de nos deixarmos ir, mas a segurança daquela aguinha estagnada é difícil de vencer...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
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