Sentei-me numa mesa solitária no café do costume. Sinto-me protegido por estes rituais mundanos, insignificantes. Protegido do mundo, protegido de mim...
Ideias começam a fluir pela minha mente, pensamento após pensamento, degenerando numa torrente imparável.
Tornei-me tão obcecado pelo sentido da minha existência, que deixei de existir. Tão obcecado pelo sentido das minhas acções que deixei de agir, e tão obcecado pelo sentido das escolhas que deixei de escolher.
Tornei-me uma abstracção, uma construção mental. Um conjunto de nadas, isentos de sentido. A ironia é divinal. Sorrio, um sorriso nervoso, perplexo, irreal... Sou isto...
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