domingo, 24 de maio de 2009

Passei esta noite com os meus fantasmas, espectros de à mil anos, antigos e poeirentos...
Falavam-me de insensatez de memórias perdidas, dispersas...
Tentei não os ouvir, mas estavam dentro de mim.
Com a luz de mais um dia cinzento banhado por lágrimas de chuva miudinha, saí e fui ver o mar.
Queria que ele me falasse de outras coisas, de sonhos...
O mar estava sujo de um cinza ligeiramente esverdiado, como se tivesse crescido musgo num cinzeiro infinito e agitava-se em silêncio. As silhuetas dos pescadores ao longe com suas canas apontadas aos céus como se fossem lanças espantaram-me... Queria estar sozinho... ironicamente queria estar sozinho...
Voltei para casa em silêncio, ligeiramente humedecido pelas lágrimas que caiam dos céus, e me escorriam pela face.

2 comentários:

Unknown disse...

esta um poema muito bonito.


a proximidade do mar faz muito bem à alma


lindo

simplesmente .... mãe

Unknown disse...

está um poema muito bonito.


a proximidade do mar faz muito bem à alma.


lindo!

simplesmente .... mãe